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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quem deu a nova orientação ao Léo Pinheiro?

Juca ajudou o Moro a ajudar os clientes

Conversa Afiada, 14/07/2017
Juca se esbaldou no vatapá e depois cuspiu-o na Fel-lha (Crédito: VejaSP)

O funcionário da OAS Léo Pinheiro deu 999 testemunhos ao Imparcial de Curitiba - que merece ilimitados elogios do Mino Carta - , no âmbito da Operação Lava Jato.

Nos primeiros 998 testemunhos, Pinheiro disse que o Lula não era o dono do triplex.

Na 999ª ele disse que o Lula era o dono do triplex.

No pronunciamento em que virou o Imparcial de Curitiba pelo avesso e se lançou candidato em 2018, Lula disse que Pinheiro tinha recebido "nova orientação" para dizer que ele era o dono do triplex (que não é dele).

Ali, Lula chegou a desafiar o Imparcial de Curitiba.

- Ele me mandou pagar R$ 750 mil de indenização à Petrobras. Tá bom. Por que ele não me dá o apartamento que diz que é meu, eu vendo, e pago à Petrobras?

Mas, amigo navegante, quem mudou a "orientação" do Léo Pinheiro e mandou ele dedudurar o Lula?

E foi essa deduduragem a ÚNICA prova do Imparcial de Curitiba, além, é claro de uma "reportagem" da Globo Overseas.

(Engraçado que o Moro jamais pisou no triplex ao lado do "do Lula", onde se alojam a Mossack Fonseca e seus ilustres clientes, a família Marinho... Não vem ao caso!)

Quem pode ter endurecido o dedo do Léo Pinheiro?

Quem o "orientou"?

Roberto Telhada e Edward Carvalho eram os advogados criminalistas desde que Léo Pinheiro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2014.

Porém, desde 20 de abril deste ano, José Luis Oliveira Lima, o famoso Juca, passou a defender Léo Pinheiro.

Oliveira Lima é o advogado também do Rocha Loures, desde 18/05.

O ansioso blogueiro conhece o Juca.

Por conta do mensalão - o do PT, porque o dos tucanos submergiu com o deslocamento do iceberg da Antártica -, José Dirceu manifestou o desejo de se encontrar com blogueiros sujos para descrever a estratégia que pretendia adotar.

O ansioso blogueiro recebeu blogueiros sujos para um jantar em casa.

Dirceu veio com seu advogado, o Juca.

O presidente eterno do Barão de Itararé, Miro Borges, desde ali considerou que Dirceu seria inevitavelmente condenado pelo tribunal de exceção conduzido pelo Presidente Joaquim Barbosa.

Miro só não foi capaz de antecipar o emprego da teoria do "domínio do fato", que prevaleceu também na condenação do Lula pelo Imparcial de Curitiba.

No dia seguinte, o ansioso blogueiro leu na Fel-lha texto da formidável repórter investigativa Cátia Seabra, que descreveu o jantar com um espanto que só se justificaria se o ansioso blogueiro tivesse recebido Osama bin Laden.

Dois dias depois, uma "notinha" de ilustre colonista da Ilustrada da Fel-lha, uma que, se presume, tem origem na província italiana da Puglia, descreve não apenas o jantar, mas o cardápio, de inigualável culinária baiana.

Esse Juca...

Em tempo: José Dirceu trocou de advogado. Hoje é o brilhante Roberto Podval, que, pelo jeito, detesta vatapá.

PHA
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