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sábado, 20 de janeiro de 2018

Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente


"Arranje uma bandeira hipócrita e "moralmente" inatacável, como a de um suposto e relativo, dirigido, combate à corrupção e à impunidade, e destrua as instituições políticas, a governabilidade e as maiores empresas do seu concorrente, aplicando-lhes multas bilionárias, não para recuperar recursos supostamente desviados", aponta o jornalista Mauro Santayanna.

"Finalmente, faça tudo, inclusive no plano jurídico, para que se entregue a sua colônia a um governo que seja implacável contra seus inimigos locais e dócil aos seus desejos e interesses, a ser comandado de preferência por alguém que já tenha batido continência para a sua bandeira ou gritado com entusiasmo o nome de seu país publicamente".

Dilma: eu já sabia que Aécio era playboy, mas não tão ladrão assim


Derrubada pelo golpe liderado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), em parceria com Eduardo Cunha, condenado a mais de 15 anos de prisão, a presidente deposta Dilma Rousseff afiou as garras contra o parlamentar mineiro, contra quem pode disputar uma vaga no Senado, em 2018.

“Minha filha, quem é que não sabia quem era Aécio, pô? Fui presidente da República, você acha que não tenho uma avaliação do Aécio? Não sabia que ele era tão ladrão, mas que ele era superficial, irresponsável, playboy, inconsequente, e que a mídia o protegia, eu sabia", afirma.

O responsável direto pela destruição da democracia brasileira, Aécio é investigado em mais de nove inquéritos, acusado de receber propinas de mais de R$ 50 milhões de várias empreiteiras. Blindado, ele virou o símbolo da impunidade no Brasil.

Tratamento medieval a Sergio Cabral enfraquece Lava Jato


"O tratamento medieval que a Polícia Federal dispensou ao ex-governador Sergio Cabral nesta sexta-feira (19), com algemas nos punhos e correntes nos pés, só fragiliza a Operação Lava Jato. Porque investigação de qualidade e polícia de primeira linha não desviam um milímetro da legalidade nem afrontam a dignidade do preso, prevista na legislação", avalia o jornalista Mario Cesar Carvalho.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A Lava Jato não se contenta em punir, seu objetivo é ultrajar


"Quero me ater ao tratamento – discriminatório, abusivo e desnecessário – dado ao cidadão Sérgio Cabral ao chegar no IML do Paraná. Abatido, cambaleante, ele mal conseguia andar, algemado nas mãos e nos pés pelos policiais federais, certamente em cumprimento à determinação do juiz responsável pela decisão, Sergio Moro", escreve o jornalista Ricardo Bruno em artigo no 247.

"Há que se separar a punição prevista em lei da vingança pura e simples. O Estado pune estritamente dentro da lei. O aparelho estatal não pode se transformar num instrumento para vendetas tampouco para demonstrações públicas de afirmação de poder", argumenta Ricardo Bruno.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Belluzzo desmonta o Lego do FHC!


O 1% exige a aceleração histérica das políticas que empobrecem o pobre!

Conversa Afiada, 18/01/2018

O Conversa Afiada reproduz da Carta Capital excelente artigo do professor Luiz Gonzaga Belluzzo sobre como o 1% se lambuza no "populismo":

Em entrevista recente ao Estadão, o ex-presidente Fernando Henrique valeu-se da expressão “populismo” para estigmatizar os eleitores dos adversários. 

Meu professor de Sociologia juntou-se à turma que manda e desmanda no mundo da globalização, sempre empenhada em desqualificar a moçada que sobrevive no prejuízo. Encarapitados nos píncaros reservados ao 1% da distribuição de renda e riqueza, os homens bons lançam mensagens de menosprezo aos que labutam no vale de lágrimas. 

Populismo é uma palavra sem conceito que exala preconceito. Ela pretende dizer que os “esclarecidos” decidem de maneira racional, não por interesse próprio. Dizem que os desvalidos e os mais pobres atacam os orçamentos na defesa de seus interesses. 

Já, os sábios do andar de cima e seus especialistas, esses não, eles encarnam a racionalidade, exercida do alto de seus escritórios almofadados. Sem essa e mais aquela, eliminam a contraposição de interesses e vão jogar Lego com as hipóteses ridículas sobre a economia e a sociedade, não é assim professor Fernando Henrique? 

O filósofo italiano Bifo Berardi não deixa barato: “A palavra populismo, muito usada nesses tempos, é uma fraude. Não explica coisa nehuma.“ 

Bifo vai mais fundo para diagnosticar os desencontros entre as visões dos iluminados e os desvios dos obscurantistas-populistas. 

“A soberania popular, enquanto faculdade de governar a vida social está irremediavelmente perdida porque, em uma era de aceleração da hipercomplexidade, a vontade popular é impotente diante dos automatismos técnicos e línguisticos que a sociedade não pode obstar.” 

Continuo dialogando com Berardi, sem aspas. 

Concordamos: na cena global, movem-se hoje dois atores: a abstração globalizante e os corpos aprisionados no espaço jurídico- político dos territórios nacionais. Incapaz de desfrutar da universalidade, a corporeidade da massa “populista” conflita com a abstração produzida pelo cérebro financeiro. A aceleração do tempo produz o amesquinhamento do espaço onde sobrevivem os mortais de carne e osso. 

A abstração dos mercados, no entanto, tem forças para adaptar seu código aos desatinos do corpo dos pobres mortais (ou dos mortais pobres?). Em suas metamorfoses camaleônicas, os mercados reagiram favoravelmente à vitória de Trump. Wall Street é perfeitamente compatível com o nazismo, como ensina a história. 

O modelo neoliberal continua a se impor mediante seus automatismos, a despeito da dissolução do consenso. As camadas dominantes e rentistas, depois de lançarem a economia mundial do colapso, exigem uma aceleração histérica das políticas perversas e portadoras de mais desigualdade.

As novas formas financeiras contribuíram para aumentar o poder das corporações internacionalizadas sobre grandes massas de trabalhadores, permitindo a “arbitragem” entre as regiões e nivelando por baixo a taxa de salários. 

As fusões e aquisições acompanharam o deslocamento das empresas que operam em múltiplos mercados. Esse movimento não só garantiu um maior controle dos mercados, mas também ampliou o fosso entre o desempenho dos sistemas empresariais “globalizados” e as economias territoriais submetidas à regras jurídico-politicas do Estados Nacionais. A abertura dos mercados e o acirramento da concorrência coexistem com a tendência ao monopólio e debilitam a força dos sindicatos e dos trabalhadores “autônomos”, fazendo periclitar a sobrevivência dos direitos sociais e econômicos, considerados um obstáculo à operação das leis de concorrência.

Nesse ambiente darwinista, são cada vez mais frequentes as arengas dos economistas, sacerdotes da religião dos mercados, contra as tentativas dos simples cidadãos e cidadãs de barrar a marcha do Moloch insaciável e ávido por expandir o seu poder. A gritaria dos sábios das finanças é desferida contra os "desvios" da política, contra os surtos de "populismo". 

Escabroso em sua simplicidade, tal arremedo de inteligência imagina que o debate econômico se desenvolve em um ambiente a-histórico, movendo-se eternamente entre a racionalidade dos economistas e o populismo das urnas. Essa gerinconça intelectual reproduz a obsessão dos conservadores de todos os tempos e lugares com o “vício” populista dos governos que arriscam políticas sociais.

Quando um sábio ou magano da finança e da economia saca do coldre a palavra populismo, meus ouvidos traduzem “é um assalto”. Levanto os braços imediatamente diante das ameaças do agente racional engomado.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cerveró cita propina de US$ 100 milhões ao governo FHC em venda de empresa

De Brasília11/01/2016

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) de US$ 100 milhões. As informações, que foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, constam de documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que declarações "vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação".

O papel apreendido é parte do resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. O documento foi apreendido no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Neste documento, o ex-diretor não explica para quem teria ido a suposta propina ou quem teria feito o pagamento. Cerveró citou o nome "Oscar Vicente", que seria ligado ao ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999).

"A venda da Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e, durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobrás na Argentina", relatou Cerveró.

Em outubro de 2002, a Petrobras comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc. Na época, a Pecom, como é conhecida, era a maior empresa petrolífera independente da América Latina. A Petrobras, então sob o comando do presidente Francisco Gros, pagou US$ 1,027 bilhão pela Pérez Companc.

No documento, o ex-diretor citou valores que teriam feito parte da negociação. "Cada diretor da Pérez Companc recebeu US$ 1 milhão como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente, US$ 6 milhões. Nós juntamos a Pérez Companc com a Petrobras Argentina e criamos a PESA (Petrobras Energia S/A) na Argentina."

Cerveró já foi condenado na Lava Jato. Em uma das ações, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da operação na primeira instância, impôs 12 anos e 3 meses de prisão para ex-diretor da Petrobras. Em sua primeira condenação, Cerveró foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de um apartamento de luxo em Ipanema, no Rio.
Defesa

"Não tenho a menor ideia da matéria. Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação político- partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação", afirmou Fernando Henrique Cardoso.

Dilma prega “tolerância” e “paz” para enfrentar crise


Presidente afirma que em momento de crise política e econômica, como o atual, "é necessário que a gente repita a importância da tolerância" no País.

"A pacificação da sociedade é muito importante. Não haver violência sob a forma que ela eventualmente possa assumir, mas ter um quadro de paz é fundamental, principalmente para os governos, que precisam de paz para que possamos ter condições de enfrentar a crise e retomar o crescimento", afirmou em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto que regulamentou lei que prevê cirurgias reparadoras a mulheres vítimas de violência pelo SUS

TRF-4 vai fingir que ainda tem provas para condenar Lula?


"A partir do documento de penhora da juíza Luciana de Oliveira ficou mais difícil para o TRF-4 ignorar a ausência de qualquer prova para condenar Lula pelo triplex", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. "Está na cara que a sentença de 9 anos e meio de prisão está longe de representar uma conclusão 'acima de qualquer dúvida razoável', como manda a tradição jurídica do país". 

Reconstruindo a denúncia sobre o triplex, PML lembra que "é fácil apontar tropeços típicos de uma apuração na qual o viés político sempre ficou acima dos fatos. A novidade é que, com a descoberta da penhora, não há mais caminho jurídico nem lógico para sustentar a sentença de Moro".

Tribunal divulga documento que prova inocência de Lula


Acaba de ser publicado o documento que prova, de forma cabal, a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; trata-se do termo de penhora do famoso "triplex do Guarujá"; com data de 5 de dezembro de 2017.

De acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel, que nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passa a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato.

Em Curitiba, o juiz Sergio Moro condenou Lula, o maior líder político da história do Brasil, a nove anos e meio de prisão alegando que ele foi beneficiado por reformas em um imóvel que não lhe pertence.

Agora, três desembargadores gaúchos – João Pedro Gebran, Victor Laus e Leandro Paulsen – estão sendo pressionados pela Globo a confirmar a sentença, mesmo diante de um documento que prova a inocência de Lula. Resta saber o que eles farão?

Tá na cara: Derziê, o homem de Temer, substituiu Geddel no esquema da Caixa


"O governo Temer é um campo minado. Onde cavar, sai água podre. Roberto Derziê Santana, um dos quatro vice-presidentes da CEF que relutou em afastar e só o fez temporariamente, em claro movimento de autoproteção, é homem de sua proximidade e confiança", escreve Tereza Cruvinel.

"A nova investigação em curso na CEF sugere que Derziê passou a fazer o papel antes desempenhado por Geddel Vieira Lima, que informava Eduardo Cunha dos pleitos de empresários que seriam achacados e lhes pagariam propinas", ressalta a jornalista.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Ação da PF que motivou suicídio de Reitor não cega a lugar nenhum


Deflagrada há quatro meses, a Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, não chegou a lugar algum e os policiais pediram mais 90 dias para concluir o inquérito.

O caso se tornou notório porque motivou o suicídio do reitor Luiz Cancellier, preso injustamente e afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, sem que tenha cometido qualquer irregularidade.

Mártir dos tempos atuais, marcados pelo arbítrio e pelo fim de garantias constitucionais, Cancellier poderá dar nome à lei contra abusos de autoridade.

sábado, 13 de janeiro de 2018

É certo que o triplex jamais pertenceu a Lula, diz advogado criminal


Após lembrar a proximidade do julgamento do ex-presidente Lula, advogado criminalista Leonardo Isaac Yarochewsky, doutor em Ciências Penais pela UFMG afirma que "os desembargadores Federais do TRF4 que julgarão o ex-Presidente Lula poderão entrar para história de dois modos: pela porta da frente, fazendo justiça e absolvendo Lula, ou pela porta dos fundos, por onde entram sorrateiramente os covardes e os incapazes de julgar com imparcialidade e independência".

Damous à TV 247: Lava Jato colabora com os EUA


Um dos mais influentes parlamentares do País, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou em entrevista exclusiva à TV 247 que "estamos gerando o fascismo no Brasil".

Ele também diz estar convencido de que há uma "conexão direta" entre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Para Wadih Damous, há duas razões possíveis para a colaboração de autoridades brasileiras com a Justiça de outro país – e nenhuma aceitável. Ou se trata "de uma questão ideológica, em que seria quinta-coluna. Ou então tem algum interesse pessoal e isso teria de ser investigado".

Julgamento de Lula deve ser suspenso já


"Ao confirmar que a OAS é a legítima proprietária do triplex do Guarujá, decisão da Justiça de Brasília cria aquilo que se chama de 'fato superveniente' ao julgamento pelo TRF-4, impondo, no mínimo, a suspensão do julgamento de Lula marcado para 24 de janeiro", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247". 

"Para PML, não se concebe "um país onde o judiciário contraria uma decisão frontal do judiciário".

Ouvido pelo 247, o jurista Luiz Moreira diz que a sentença da juiza Luciana de Oliveira "muda tudo e mostra que o triplex é da OAS".

A força do Lula


"Quem quer que considere, com um mínimo de isenção, os processos contra o Lula, chega à conclusão que ali se concentra o reino da arbitrariedade e da perseguição política. Não há ilegalidade que não tenha sido cometida contra o Lula", escreve o sociólogo Emir Sader em novo texto no seu blog.

"Quem quer que analise o comportamento da mídia, com um mínimo de isenção, se dá conta de como ela se comporta como partido político da direita contra o Lula. Não há acusação que não seja publicada e dada como verdadeira, mesmo sem nenhuma prova", analisa Emir.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Desembargador do TRF-4 não vai dormir até 24/I

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É que diz Paulo Henrique Amorim nesse vídeo bastante esclarecedor. Acompanhe a linha de raciocínio do respeitado blogueiro, acessando Desembargador do TRF-4 não vai dormir até 24 de janeiro

Ministro do TCU defende Lula na eleição e diz que não há prova inconteste


Vice-presidente do TCU, ministro José Múcio Monteiro, defendeu o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de disputar a eleição presidencial deste ano.

"Temo que ele seja impedido sem que haja prova inconteste, quem ganhar vai ter muita dificuldade de governar se isso acontecer", afirmou em referência ao julgamento marcado para o próximo dia 24, em Porto Alegre, no âmbito do processo sobre o triplex do Guarujá.

Para ele, a inclusão de Lula no pleito eleitoral fará bem à democracia e para o cenário político nacional.

Triplex que Lava Jato atribui a Lula é penhorado a credor da OAS


A juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, determinou a penhora dos bens da OAS, numa ação movida por credores.

O detalhe surpreendente é que um dos ativos penhorados é justamente o triplex que a Lava Jato atribuiu ao ex-presidente Lula e que motivou a condenação determinada pelo juiz Sergio Moro – o que será objeto de julgamento no dia 24, em Porto Alegre.

EUA assumem usar a corrupção como arma contra rivais



A Casa Branca divulgou a nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, que aponta como investigações de corrupção em outros países, como a Lava Jato, podem ser usadas como arma poderosa contra rivais no plano internacional.

"Os instrumentos econômicos – incluindo sanções, medidas de combate à corrupção e ações de execução empresarial – podem ser importantes para dissuadir, coagir e restringir a ação de adversários", diz o texto.

Em entrevista à TV 247, o chanceler Celso Amorim critica a forma como o juiz Sergio Moro e o procurador Rodrigo Janot colaboraram com os Estados Unidos, atentando contra interesses econômicos do Brasil.

Com imóvel no DF, Bolsonaro diz que usava auxílio-moradia para sexo


Folhapress
Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República

CAMILA MATTOSO/ITALO NOGUEIRA/ENVIADOS ESPECIAIS A ANGRA DOS REIS
RANIER BRAGON/DE BRASÍLIA11/01/2018

Em entrevista à Folha nesta quinta (11), o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a criticar o jornal e a defender o recebimento de auxílio-moradia da Câmara, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília.

Ele disse que pretende vendê-lo e pedir apartamento funcional. Questionado se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento, ele respondeu: "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente".

PATRIMÔNIO MULTIPLICADO



Bolsonaro disse ter cometido um deslize em 1999 quando afirmou, em entrevista, que sonegava impostos, recomendação que transmitia na época a toda a população.

Ele nega ainda irregularidades na construção de seu patrimônio.

A Folha publicou no domingo (7) que o presidenciável e seus três filhos parlamentares multiplicaram o patrimônio na política, reunindo atualmente 13 imóveis em áreas valorizadas do Rio e de Brasília, com preço de mercado de cerca de R$ 15 milhões.

A entrevista não foi agendada. A Folha encontrou-se com o presidenciável na porta de sua casa em Angra dos Reis, durante apuração sobre servidora lotada em seu gabinete.

*

Folha - O sr. tem escritório em Angra?
Jair Bolsonaro - Não tenho escritório, ou você quer que eu tenha escritório? Como posso ter escritório aqui? Posso ter funcionário lotado no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, como parlamentar. Não posso ter no Ceará, por exemplo. Se eu for abrir escritório em Resende, abrir em Angra, [já] tenho em Niterói, vou abrir quatro escritórios, vou pagar como?

A gente conversou aqui com algumas pessoas e todas identificam a Walderice (servidora da Câmara) e o Denilson como funcionários, caseiros.
Não são funcionários, a Wal raramente entra aqui, é esposa dele, não queira forçar uma barra...

Folhapress 
Mulheres fecham às pressas loja de açaí da secretária parlamentar de Bolsonaro, na vila de Mambucaba

O sr. afirmou que a Wal é comissionada (na Câmara). O que ela faz?
Ela faz o que qualquer comissionado faz. Qualquer problema da região ela entra em contato com o chefe de gabinete, tenho 15 funcionários no Estado do Rio de Janeiro.

Que tipo de problema?
Uma carência da prefeitura, para que um parlamentar possa apresentar uma emenda pra cá. O prefeito, atualmente, me dou muito bem com ele.

Mas o sr. tem quantos funcionários além dela?
Tem aqui, tem em Resende, tem no Rio de Janeiro, tem no DF.

Tem um período em que ela até virou "chefe de gabinete"?
Negativo.

Teve sim, em 2011 e 2012.
Chefe de gabinete? É comissionado, lá em Brasília, como é chefe de gabinete? O que acontece? De vez em quando o que acontece? Há um funcionário demitido, então aquela verba a gente destina por um funcionário por pouquíssimo tempo, é isso o que acontece. São pessoas paupérrimas aqui na região. Vocês querem criar um fato, não vão conseguir criar um fato.

O sr. fala que ela fica aqui atendendo demandas da região...
Sim, mas não tem uma vida constante nisso. É o tempo todo na rua? Não, não, ela lê jornais, acompanha o que acontece, faz contato comigo, não tem nada a ver com a casa.

Por que o senhor não responde as 32 perguntas que a Folha mandou (sobre patrimônio)?
Eu tenho obrigação? É CPI agora? Pergunta ao vivo que eu te respondo. Eu tô gravando agora, para vocês pinçar [sic] o que interessa... eu sei a serviço de quem vocês estão, vocês estão a serviço de me desestabilizar. Esse é o trabalho, que não é teu. Porque você, com todo respeito, você merece respeito, mas os interesses da Folha estão acima do seu conhecimento. Para vocês interessa qualquer um presidente da República, menos Jair Bolsonaro. Afinal de contas, aquela mamata de vocês, de milhões ao longo do governo do PT, aquela mamata da Folha vai deixar de existir. Dinheiro não é para dar pra vocês da imprensa desinformar, publicar mentiras ou meias verdades, o dinheiro público é para atender à população, não pra atender vocês.

O vídeo reproduzia texto afirmando que "Grupo UOL (Folha de SP) recebeu aporte de mais de R$ 225 milhões durante o governo petista". O texto diz ainda que, "coincidência ou não, o banco BTG Pactual (de André Esteves) tem 5,9% de ações do UOL".

O UOL recebeu um financiamento da Finep, agência pública que incentiva empresas que investem em inovação, não um aporte. O BTG tem participação acionária minoritária no UOL, mas nenhuma relação com a Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha.]

O senhor falou em um vídeo no Facebook na noite de quarta que está pensando em abrir mão do auxílio-moradia e vender seu apartamento.
Sim, olha só. O que eu devo fazer? Chegando lá em janeiro, acabando o recesso [parlamentar], vou pedir o apartamento funcional, inclusive tem mais ou menos 60m2 o meu apartamento, vou passar para um de 200m2, espero que pegue com hidromassagem, ok? Eu vou morar numa mansão, não vou pagar segurança, não vou pagar IPTU, no meu eu pago, não vou pagar condomínio, no meu eu pago, eu vou ter paz.

O senhor utilizou, em algum momento, o dinheiro que recebia de auxílio-moradia para pagar esse apartamento?
Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?

Eu estou satisfeita pelo senhor dar uma resposta.
Porque essa é a resposta que você merece. É a resposta que você merece (...) O dinheiro que entra do auxílio-moradia eu dormia em hotel, eu dormia em casa de colega militar em Brasília, o dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha: olha, recebi R$ 3 mil, gastei R$ 2 mil em hotel, vou devolver mil, tem cabimento isso?

Diversos colegas do senhor fazem isso. O auxílio-moradia tem uma modalidade que você recebe em dinheiro e outra que recebe em depósito e presta contas. A maioria dos colegas do senhor faz isso.
Dorme em hotel, flat, geralmente hotel. Ninguém pega dinheiro. Ele apresenta a nota, até aquele limite, R$ 6 mil, o dinheiro é ressarcido para a conta dele. Qual a diferença?

A diferença é que ele comprova o uso para o auxílio-moradia.
Nenhuma nota técnica da Câmara, nada. Nada da Câmara diz o que você tá falando. Não diz que é proibido o parlamentar que por ventura tenha casa...

Mas o senhor acha...
Não tem acha. Não vem com esse papo de acha.

É porque o senhor tem discurso de moralidade.
Sim, sim. Discurso, não. Prática. Por que vocês nunca publicaram na Folha que o Joaquim Barbosa me citou no mensalão? Peraí, me responda. Por que na Folha vocês nunca publicaram que o Joaquim Barbosa me citou no mensalão?

Deputado, vamos voltar, o sr está aqui para responder pergunta.
Que estou aqui pra responder pergunta, estou te atendendo, em consideração.

Por que o sr. não tem o mesmo comportamento do auxílio-moradia com a verba da Câmara que o sr. se orgulha de ter devolvido?
Opção. Onde eu errei aí? Onde eu estou em curso em alguma lei, onde cometi algum crime?

O sr. não considera que foi um erro?
Não. É um direito que eu tenho. Onde tem alguma instrução na Câmara que diz que quem tem imóvel em Brasília não pode receber auxílio-moradia?

O sr. não acha também que é uma contradição com seu discurso?
Negativo. Eu poderia, esses R$ 100 e pouco mil que devolvi do ano passado, ter encomendado trabalho em gráfica, pago matéria em jornal. Eu poderia ter pago matéria em jornal.

A diferença objetiva entre auxílio-moradia e a verba da Câmara é que a verba da Câmara não vai para o sr. O auxílio-moradia vai para o sr.
Oh, meu Deus do céu. Dá na mesma, cara.

Vamos falar do seu patrimônio. O senhor estava criticando o fato de a Folha ter divulgado o valor do patrimônio do sr., da sua família.
Peraí, você tem que divulgar é o meu patrimônio. Daqui a pouco vão querer pegar minha mãe, com 91 anos de idade. Começar a levantar a vida dela.

Pegamos só dos parlamentares.
Peraí. Você vai pegar da minha mãe daqui a pouco. Meu pai já morreu. dos meus irmãos. Ok? Tem que pegar o meu. Esquece meus filhos. Se o meu filho assaltar um banco agora ou ganhar na Mega Sena, é problema dele, não é meu.

O senhor, por exemplo, quando colocou a economia que o senhor fez (com dinheiro da Câmara), colocou a sua junto com a do seu filho do lado. É a mesma forma como tratamos na matéria. Fizemos levantamento dos parlamentares. Não envolvemos nenhuma pessoa da família que não seja político.
Tem familiares que são igual cão e gato, não se dão. Você tem que levantar a minha vida. Igual, pegaram meu irmão em SP. Pegaram um tempo atrás, funcionário fantasma da Alerj. Não foram vocês dessa vez. Funcionário fantasma. Quando fizeram a matéria, já tinha uma semana que tava demitido. Não foi demitido de forma retroativa. Ninguém, imprensa nenhuma falou... A Folha fez a matéria, depois bateu em cima, não sei quem foi, Record ou SBT. Não diz quem foi que empregou meu irmão em SP. Não disseram. O objetivo é atingir a mim.

A gente procurou o senhor.
Ah, procurou, procurou. Eu tenho obrigação de atender?

Não tem obrigação, mas tem que dizer que a gente procurou.
Não procuraram. Estão mentindo. Não me procuraram. No meu telefone, não.

Procuramos sim, senhor. Procuramos no telefone do senhor, no telefone do Eduardo.
Vocês têm medo de falar comigo.

Não temos medo.
Têm, sim. Várias vezes, entrevista em Brasília, depois de duas vezes que fiz com vocês, se negaram...

Deputado, aqui não é uma disputa de quem é mais corajoso. A gente está em uma conversa sobre... Auxílio-moradia.

Não, auxílio-moradia a gente já passou.
Patrimônio.

Agora sobre patrimônio.
Patrimônio meu está aí. Bem, vamos lá. O Janot, isso tem uns 3 ou 4 anos, disse que não tinha qualquer indicio de crime na transação.

O senhor tem duas casas num condomínio. A casa 58 e a casa 36. Estão no nome do senhor. Está correta essa informação?
Tá certo.

A casa 58 o senhor comprou em 2009. Está correto?
Tá.

E a 36?
Em 2012, se não me engano.

E como é que foi a compra da 58?
Tá no contrato, cara. Eu estava procurando casa no condomínio porque eu morava de aluguel e apareceu essa oportunidade. O vizinho resolveu vender pra mim porque deu preferência por ser que não vai dar problema pra ele. É simples. O preço que ele botou lá é problema dele, não é meu.

Mas o senhor não acha curioso, estranho, o fato de ela ter comprado 4 meses antes por R$ 580 mil?
Não acho estranho.

Ela ter declarado à Folha que reformou o imóvel para vender e depois da reforma ela vendeu por R$ 400 mil?
Quando eu entrei na casa, ela estava pintada, ela estava caiada, a reforma foi caiar a casa, mais nada. Aquilo não foi reforma que fizeram. Tanto é que, quando eu entrei, tive que refazer tudo. O mais fácil, se eu tivesse recurso, era botar a casa no chão e fazer outra.

O ITBI estava calculado em R$ 1 milhão e o senhor pagou R$ 400 mil.
O ITBI não é em função do que você paga, ele é em função do valor venal, você não tem como sonegar o ITBI.

Mas o senhor recorreu [do valor cobrado no ITBI]? Porque o senhor acabou pagando o dobro de imposto.
Eu não quis recorrer, o meu advogado não quis recorrer.

O senhor pode explicar para quem não entendeu?
Lá, por exemplo, as casas, 90% das casas não têm habite-se, aquelas ruas nossas, com uma chuva um pouco além do normal, ela alaga.

Deputado, a gente está falando de um condomínio na rua Lúcio Costa.
É um bom condomínio, sim. O total da área, da minha casa, é de 240m2.

290 e pouco, segundo o IPTU.
Não é 450m2, que é o padrão que tem por aí.

Há diferença entre o que o senhor pagou e o que foi calculado pela prefeitura. A que o senhor atribui essa diferença?
O meu corretor que fez a compra. Você acha que foi sair de Brasília e ficar 2, 3 dias correndo cartório, tirando certidões negativas, o corretor que fez.

Em 1999, o senhor declarou em uma entrevista que sonegava, defendia a sonegação.
Sim. Mas pera aí, deixa eu complementar. Terminou? Vai, continue.

Esse modelo de compra que o senhor fez, o Coaf classifica atualmente como uma operação sob suspeita de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos. O senhor sonegou impostos nessa operação?
Quando eu falei que sonegava... quem hoje em dia e no passado nunca se indignou com a sua carga tributária? Quem quer ter segurança tem que fazer o quê? Segurança particular, quem quer ter saúde, tem que colocar o filho em escola particular...educação. Quem quer ter saúde, precisa ter um plano. Foi um desabafo, e desabafo hoje de novo também. Hoje o povo, como um todo, só não sonega o que não pode, e é uma verdade isso daí. Eu, representando o povo, desabafei naquele momento isso.

Mas o sr., como homem do povo, o sr. acha...
Não é justo você sonegar. O injusto é o governo não dar nada em troca dos impostos que estão sendo arrecadados.

O sr. declarou que sonegou.
Eu nunca soneguei. Eu sonego... 'Eu mato tudo quanto é bandido que vier pela frente'. Matei algum bandido?

Mas naquela declaração, o sr. falou...
Eu estava na televisão, desabafando a questão da carga tributária nossa.

Sim, e o sr. desabafou que sonegou um imposto.
Não desabafei. Falei 'sonego tudo que é possível'. Como posso sonegar, por exemplo, ICMS?

Se o sr. sonega tudo o que é possível, o sr. confirma uma sonegação. Concorda?
Não é possível. Não, não, não. Negativo. Era um desabafo. Você acha que, na minha função de parlamentar, se eu fosse um sonegador, ia estar falando?

Mas o sr. falou.
Você acha? Eu tenho imunidade para falar, não é para entrar na Lava Jato. Tenho imunidade para falar o que bem entender. Sou o único deputado que não tenho imunidade parlamentar.

O sr. pode falar que cometeu uma sonegação fiscal?
Nunca cometi.

Mas por que o sr. afirmou naquela época?
Naquela época, eu estava reverberando, como agora poderia reverberar, um clamor popular.

O sr. pode reverberar defendendo a sonegação. Mas o sr., além de defender de defender a sonegação...
Pega a fita lá na íntegra.

Eu peguei. Além de defender a sonegação, o que seria um apoio à população, o sr., como pessoa física, reconheceu ter sonegado. Falou 'sonego e recomendo a todas as pessoas que soneguem'.
Mas qual o problema? Estou desabafando.

Se o sr. sonega, é um problema fiscal.
Eu não sonego nada. Se houve um deslize num palavreado meu, é uma coisa. O que eu tava é reverberando a indignação popular.

Foi um deslize do sr.?
Hoje em dia, sim. Com a situação que estou, vou falar que foi deslize. Se eu chegar à Presidência da República, nós vamos tratar o dinheiro com zelo. Tanto é que não vai ter dinheiro para vocês da imprensa, que faz essa imprensa fake news como vocês aí. Então, a Folha fake news foi R$ 180 milhões, mais ou menos, no governo do PT. Essa grana vai para o povo.

O sr. acha o salário de deputado justo?
Para mim está excelente. Para mim sobra dinheiro demais.

Mas o sr. acha correto isso?
Pô, cara, você quer que eu devolva meu salário agora?

Não. Quero a sua opinião como pré-candidato a presidente.
Perto da população brasileira, é um salário astronômico.

O sr. acha correto seu salário?
Eu uso meu salário até para fazer campanha. Os 10% que tenho direito, até isso eu uso.

E por que, ainda assim, o sr. pega auxílio-moradia?
Você quer que eu faça o quê? Que eu ganhe um salário mínimo por mês? Quanto tu ganha na Folha?

Eu não sou funcionário público, não sou obrigado a responder isso.
Ah, é? Ah, é?

É.
Ah, é? Você não tem obrigação, você não tem obrigação, mas abre o jogo. Vamos abrir o jogo.

Eu sou da iniciativa privada
Vamos abrir o jogo. Fala o teu salário aqui. Quanto a 'Foice de S. Paulo' paga pra você? Conta aí. Vocês tão sem matéria mesmo, né? O Brasil, com 14 milhões de desempregados, roubalheira bilionária, a Petrobras afundada, vocês vêm me encher o saco por causa de um auxílio-moradia de R$ 3 mil.

Você acha que o trabalho da imprensa é encher o saco?
Porra, você está enchendo o saco, porra. Você está procurando ovo... cabelo em ovo, poxa. Você está preocupado... Fica tranquilo. A partir de fevereiro agora, eu vou ocupar um apartamento funcional...

Para que o senhor precisa de apartamento funcional se o sr. tem apartamento em Brasília?
Vou vender o de Brasília. Se quiser comprar, vou ver o preço de mercado.

Deputado, só para esclarecer uma coisa: nenhuma das duas matérias da Folha acusou o sr. que fez alguma coisa ilegal.
Vocês fizeram uma bomba de merda.

O sr. pode classificar como o sr. quiser. Mas o sr. usa como exemplo o fato de não usar dinheiro que a Câmara disponibiliza como uma forma de economizar dinheiro público, que o sr. tem zelo pelo dinheiro público. Mas por que o sr. não tem essa preocupação com o auxílio-moradia, que o sr. ganha R$ 3 mil em dinheiro com o desconto de Imposto de Renda. Ou seja, a Câmara oficializa um aumento de salário já porque gasta Imposto de Renda.
Pergunte ao quarto secretário.

Mas por que o sr....
O dinheiro é legal.

Mas o sr. diz que é diferente de todos os 512 deputados...
Eu poderia devolver o auxílio-moradia e usar a verba da Câmara para outra finalidade. Qual a diferença? No final dá a mesma coisa.

O sr. está tratando o cotão como se fosse uma propriedade do sr. Aquilo ali é para o usar para o seu mandato, para o que o sr. necessita, para atividades parlamentares. Se o sr. não precisa, não tem por que o sr. usar. O sr. não devolveu.
Por que o sr. não questiona outros parlamentares que usaram 100% do cotão?

Porque o sr. é pré-candidato à Presidência. O sr. está em segundo lugar...
Ah, o objetivo é este?

Claro.
Me colocar numa estação de quem está denunciado no mensalão, na questão do petrolão, quem recebeu dezenas de milhões de caixa dois para campanha... Auxílio-moradia, para vocês, vale a mesma coisa de quem recebe R$ 20 milhões do petrolão. Ah, está de brincadeira comigo, né?

O sr. está concorrendo ao principal cargo do país.
E é bom vocês torcerem para eu não chegar porque vai acabar a teta de vocês e você vai perder o teu emprego lá.

Por que? O sr. vai pedir a demissão? O sr. vai interferir na imprensa?
Não vai ter dinheiro para vocês. O dinheiro para imprensa vai ser para o povo.

Mas aí quem vai avaliar a verdade é o sr. como presidente?
Não vai ter dinheiro meu, se eu for presidente, no Orçamento para vocês.

Mas o sr. se incomoda com esse olhar da imprensa em relação ao sr.?
Se você faz a matéria justa, bota as datas que eu adquiri, bota a data de compra da época...

A gente traz data, deputado...
Não. Bota lá atrás a data que foi adquirido, preço de mercado.... Como falei para você agora: quer comprar um apartamento em Copacabana por R$ 100 mil?

Mas os R$ 400 mil da casa 58 não é preço de mercado.
Aquela localização é igual a um apartamento em Copacabana na Ladeira dos Tabajaras.

Na orla, na avenida Lúcio Costa?
Isso foi em 2009.

Mas é disso que a gente está falando.
Pergunta para quem me vendeu. É simples o negócio. Se eu quiser vender essa casa aqui para este cara aqui agora por R$ 50 mil, eu posso vender?

Se o sr. quiser...
Ah, bom.

Mas que vai ser estranho o sr. vender esta casa por R$ 50 mil, vai.
Mas se eu quiser vender.

O sr. não vai achar estranho?
Não acho estranho.

Não?
Não. Se eu tenho uma dívida de gratidão com a pessoa. Posso até doar a coisa.

Como presidente o sr. vai manter essa postura de não responder a imprensa?
Respondo a imprensa séria.

Qual imprensa? O sr. já criticou O Globo, já criticou a Folha, já criticou a TV Globo...
Tem imprensa que eu elogio.

Quem por exemplo?
No Nordeste, quase todos os jornais do Nordeste, quando eu vou lá, eu sou tratado com dignidade. No Nordeste, eu sou tratado com dignidade. Estive agora no 'A Crítica', em Manaus, pergunta, resposta, numa boa, tranquilo. E a matéria saiu com o que foi tratado no dia anterior.

Como deputado e se for presidente, o sr. acha que pode escolher a quem responder e quem não responder?
Se você perguntar da Folha, vou falar 'fake news, passe pra outra'. Pode ter certeza.

É essa a postura que o sr. vai ter?
Para vocês da Folha, vai. 'O Globo' não. 'O Estado de S. Paulo' não. É o meu entendimento. Eu respondo a quem eu quiser.

Como presidente da República?
Eu respondo a quem eu quiser. Vocês da Folha eu não respondo. Vocês da Folha desistam. Não precisa ter aquele comitê de imprensa no Planalto. Sai fora que vocês não vão ter resposta nenhuma.

Então, por que o sr. recebeu a gente aqui hoje?
Vocês estavam aqui na frente, eu até considerei. Querem conhecer a casa não? Filma a casa aí.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Lula é inocente! Documento de cartório comprova: Triplex é da OAS e não de Lula!

REGISTRO EM CARTÓRIO INOCENTA LULA NO CASO DO TRIPLEX: Veja no registro de propriedade a quem pertence o Triplex.

Segundo o registro do cartório, que acaba de ser divulgado, o apartamento está no nome da empreiteira OAS e é parte da massa falida da empresa. O juiz Sérgio Moro pediu o confisco do imóvel, como parte dos bens do ex-presidente Lula, mas o documento do cartório mostra o bem, como parte da empreiteira.

Não somente isso, o imóvel foi usado como garantia de operações financeiras e empréstimos bancários. Dessa maneira, não só os documentos mostram que o apartamento não pertence a Lula, oficialmente, como demonstra que nem o uso do imóvel era feito pelo ex-presidente, já que era garantia de operações bancárias. O documento comprova que nem Lula, nem seus familiares tiveram a chave do apartamento, em momento algum.






A-CA-BOU...! Terão de ADMITIR agora que Lula é inocente! Não há outra saída! Ju$tiça vai DERRETER se não levar em conta o Registro em Cartório do imóvel... Chega de perseguiçãooooo...!


Nenhuma conta ilícita, nenhuma prova de propina, nenhuma mala, nenhum vídeo, áudio... ódio de que, paneleiros? "REGISTRO EM CARTÓRIO INOCENTA LULA NO CASO DO TRIPLEX": Veja no registro de propriedade e a quem pertence o Triplex.

Se inflação baixa fizesse crescer o Japão era maior que a China

É a recessão, estúpido

Conversa Afiada, 11/01/2018

Os açougueiros dо tal neolibelismo canalha e canalha e seus cúmplices do PiG se lambuzam na inflação baixa.

A inflação está baixa porque a recessão é brutal.

O Banco Central aplica uma taxa de juros escorchante: 6% reais.

A MAIOR DO MUNDO!

Os investimentos desabaram.

O desemprego é criminoso.

E a abolição da Lei Áurea vai estrangular o trabalhador e a classe média.

Se inflação baixa salvasse os pobres, os Estados Unidos não teriam a PIOR distribuição de renda do mundo.

Não é isso, Cegonhóloga?

PHA

Cristiane Brasil é o último prego no caixão da Justissa

Por que não se lembraram disso na nomeação do Lula para a Casa Civil

Conversa Afiada, 11/01/2018

Se Temer não for ao Supremo, é a vitória da República togada...

Saiu no PiG:

Na noite de ontem (quarta-feira, 11/I), o juiz Vladimir Santos Vitovsky, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), negou um um novo recurso apresentado pela deputada federal Cristiane Brasil, filha do presidente do PTB Roberto Jefferson, contra a liminar que a impede de assumir o Ministério do Trabalho.

Na tarde de terça-feira, como informou o Conversa Afiada, o TRF-2 negou recurso da Advocacia Geral da União (AGU) que buscava garantir a posse da deputada.

À Fel-lha, Roberto Jefferson afirmou que o partido irá manter a indicação. Nesta quinta-feira (11), Temer e Jefferson devem se reunir para discutir o assunto.

O Planalto quer evitar uma nova derrota jurídica - desta vez no STF ou no STJ. Temer afirma, em conversas reservadas, que a decisão final sobre o caso cabe ao PTB.

Uma "falta de empenho" por parte do governo para viabilizar a posse de Cristiane Brasil poderia causar um grande desconforto com o PTB e demais partidos da base aliada - o que põe em risco o apoio no Congresso a medidas como a Reforma da Previdência.

N a v a l h a

O ladrão presidente vai ou não ao Supremo?

De um Mestre:

Se não for, é a vitória da República togada.

Se for e não levar: idem.

Se for e levar, é a comprovação de que o STF endossa o Golpe em razão do caso Lula, o que de certa forma é a República togada, mas em papel subordinado.

Esse episódio é o último prego no caixão sobre o papel das instituições e carreiras jurídicas no Golpe.

O país está ingovernável pela via democrática.

Só pra lembrar que é correto o entendimento de que a nomeação de ministros é prerrogativa do presidente.

Mas, como esqueceram disso em relação ao Lula...

Em tempo
: sobre a justissa, favor consultar o verbete no ABC do C Af.

Lula é vítima de “ativismo judicial”, diz Eugênio Aragão


O jurista e ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão acompanha com indignação o "ativismo judicial" que considera ser um dos algozes do ex-presidente Lula.

Para ele, o contexto adverso faz do julgamento do próximo dia 24 apenas "uma pedra no caminho", e não o fim da jornada.

"Quando o juiz deixa de examinar os autos a partir dos limites do conflito que lhe é proposto, ele passa a querer fazer parte desse conflito e começa a ser um ator que não tem mais imparcialidade".

domingo, 7 de janeiro de 2018

Rapidinhas

Carmen Lúcia nega liminar para barrar processo no TCU e Andrade amarga derrota no Supremo  Ao abrigo do vento A presidente do STF, Cármen Lúcia, frustrou no dia 27 de dezembro a tentativa da Andrade Gutierrez de fazer com que o Supremo proibisse o Tribunal de Contas da União de declarar a empreiteira inidônea. Se a medida for adotada, a firma não poderá ser contratada pelo setor público. Foi a primeira derrota de uma das construtoras que fecharam acordo de leniência com a Lava Jato e tentam barrar sanções adicionais às multas já negociadas com a força-tarefa. O caso corre em sigilo.

Deu ruim A Andrade foi a primeira entre as grandes empreiteiras pegas pela Lava Jato a fechar a leniência –e também puxou a fila das ações no Supremo. O TCU tentou acordo para fazer com que essas firmas admitissem superfaturamento em obras inspecionadas pela corte, mas o trato naufragou.

Salva-vidas A construtora foi ao STF pedindo uma liminar que suspendesse o julgamento no TCU do caso que aponta um superfaturamento bilionário nas obras da usina de Angra 3. Alegou que havia risco de que a corte de contas decidisse inabilitá-la em janeiro, no recesso do Judiciário.

Comigo não O TCU, porém, não marcou o julgamento, o que fez Cármen Lúcia negar a liminar rechaçando o argumento de que havia risco de decisão neste mês. A ministra ressaltou que o STF tem um encontro marcado com o conflito em torno das leniências firmadas na Lava Jato.

Álibi Como parte da ofensiva política de Lula contra o cerco do Judiciário, o semanário “Brasil de Fato”, criado em 2003 com o apoio e a organização do MST, distribuirá uma edição especial em todo o país para afirmar que o petista não cometeu crime.

Papel passado A peça deve ser publicada no dia 10, duas semanas antes do julgamento do ex-presidente pelo TRF-4. A tiragem prevista é de 5 milhões de exemplares.

Cadê as provas Dois dias antes de o semanário ganhar as ruas, o PT lançará campanha intitulada “Cadê as provas?” para as redes sociais. A sigla produziu até uma marchinha.

Em último caso, tá valendo! Um ex-integrante do Tribunal Superior Eleitoral alerta: se a corte decidir rifar Lula da disputa muito em cima do primeiro turno, é capaz de a foto dele ter de ser mantida na urna.

Melhor não Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizem que a tentativa de forçar um debate sobre o desembarque do governo de Michel Temer pode fragilizar articulações para posicionar o deputado como presidenciável.

Sem vácuo Esse grupo alega que boa parte do capital político de Maia está atrelado ao fato de ele ter se tornado o principal articulador do bloco governista. Um rompimento obrigaria o Planalto a buscar outro interlocutor.

Quanto antes A primeira reunião do grupo de trabalho que vai atuar para barrar a proliferação de fake news nas eleições vai ocorrer semana que vem. A força-tarefa contará com membros do TSE, do Ministério Público e da Polícia Federal.



Tempo urge Quem acompanha as negociações em torno da reforma da Previdência percebeu que a proximidade das eleições mudou a demanda de deputados da base aliada. Antes, pediam cargos e emendas. Agora, pressionam apenas pelas verbas. Querem inundar seus redutos com obras.


Sem almoço grátis Novo líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) enviou à PGR pedido de abertura de inquérito contra os ministros Ricardo Barros (Saúde) e Carlos Marun (Governo).


Por que não eu? O petista quer investigação sobre suposto direcionamento de recursos para compra de ambulâncias a parlamentares que votam com o governo.

Nem com reza brava!  Presidente da CCJ da Câmara, o deputado Marcos Rogério (MDB-MG) tentava de toda forma chamar parlamentares à sessão para votar projetos, mas não havia quorum. Era dia 19 de dezembro, às vésperas do Natal. Mesmo vendo o esforço do colega, João Campos (PRB-GO) pediu a palavra para desejar boas-festas.

— Agradeço, deputado. Mas vamos esperar mais um pouco. Já temos três deputados, faltam apenas 31 para dar quorum. Com fé, chegaremos lá! — pediu Rogério.

Ele foi interrompido pelo Pastor Eurico (PHS-PE):

— Sabia que vossa excelência era um homem de fé, mas não tinha ideia de que era tanta fé assim!